A Comunicação Não-Violenta (CNV), desenvolvida pelo psicólogo Marshall Rosenberg, é uma abordagem que promove a escuta ativa e a expressão empática para resolver conflitos e fortalecer conexões. O objetivo central é ir além dos julgamentos e focar na compreensão mútua, compaixão e colaboração.
Os 4 Componentes da CNV
A prática da CNV é dividida em quatro passos didáticos fundamentais, ideais para serem aplicados em situações de tensão ou conversas difíceis:
- Observação: Descreva o que aconteceu de forma objetiva, limitando-se aos fatos, sem emitir opiniões ou julgamentos.
- Exemplo: Em vez de dizer “Você sempre chega atrasado”, diga “Notei que você chegou 15 minutos após o horário combinado hoje”
- Sentimento: Identifique e expresse como você se sente em relação à observação (ex: triste, frustrado, aliviado, magoado).
- Exemplo: “Sinto-me frustrado…”
- Necessidade: Reconheça qual necessidade ou valor universal seu sentimento desperta (ex: respeito, clareza, colaboração, segurança).
- Exemplo: “…porque valorizo o compromisso com o nosso tempo.”
- Pedido: Faça um pedido claro, concreto e realizável sobre o que a outra pessoa pode fazer no futuro, evitando exigências.
- Exemplo: “Poderia me avisar com antecedência caso perceba que vai se atrasar da próxima vez?”
Como praticar no dia a dia
- Foque na autoconexão primeiro: Antes de falar, entenda o que está se passando dentro de si mesmo e quais são as suas necessidades.
- Pratique a escuta generosa: O aspecto mais potente da CNV é escutar o que o outro sente e precisa, separando as falas agressivas do valor pessoal.
- Evite rótulos e acusações: Focar em apontar defeitos ou usar termos como “nunca” e “sempre” faz com que o outro se coloque na defensiva.

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